terça-feira, 31 de março de 2015

Estudos revelam, beber café diminui risco de câncer no fígado

Amanda McLean, diretora do World Cancer Research Fund International, no Reino Unido, disse: “cerca de três ou mais drinques de bebida alcóolica por dia pode ser o suficiente para causa câncer no fígado. Até agora nós não tivemos certeza sobre a quantidade de álcool que poderá causar o câncer no fígado. No entanto, este estudo fornece fortes evidências sobre isso”.

Os resultados foram publicados no Continuous Update Project (CUP) 2015 na parte sobre “dieta, nutrição, atividade física e câncer de fígado”. Eles são baseados em uma investigação de 34 estudos que incluiu 8,2 milhões de pessoas – mais de 24.500 deles tinham câncer no fígado.

A American Cancer Society avalia que a cada ano nos EUA, existem cerca de 35.660 novos casos diagnosticados e 24.550 morrem de câncer no fígado ou no ducto intra-hepático.

As evidências surgiram a partir da mesma pesquisa que descobriu que o consumo de café pode reduzir o risco de câncer no fígado. Esta revelação acompanha a pesquisa da World Cancer Research Fund publicada em 2013 mostrando que o café reduz o risco de câncer no útero.

“As novas descobertas sobre o álcool, obesidade e café são particularmente interessantes. Há também novas sugestões relativas aos exercícios e sobre consumo de peixe” disse o Dra. Kate Allen, diretora executiva de Ciências e Assuntos Públicos da World Cancer Research Fund International.

“As evidências sobre a relação entre a dieta, nutrição, atividade física e câncer estão começando a ser enraizados.  Desejamos que essas novas descobertas possam trazer informações e debates sobre as possíveis aplicações da saúde pública e as respostas políticas”, acrescentou ela.

O risco de câncer no fígado é reduzido com uma xícara de café todos os dias.

Métodos que sustentam o efeito protetor do café no câncer de fígado estão relacionados com estudos em animais, embora alguns estudos em humanos contribuam para as provas.

Ambos café e extratos de café são igualmente indicados para diminuir a expressão de genes envolvidos na inflamação, e os efeitos parecem ser mais acentuados no fígado.

Há provas a partir de estudos com pequenas intervenções que o consumo de café reduz o dano ao DNA nas células do sangue e que previne danos ao DNA induzidos em voluntários saudáveis.

Em particular, o estudo determinou que o risco de desenvolver câncer de fígado pode ser reduzido em cerca de 14% se as pessoas consomem uma xícara de café todos os dias.

“A evidência para o café era de modo geral consistente, e a dose-resposta meta-análise mostrou uma redução significativa do risco de câncer de fígado com um copo por dia”.

Essa evidência é consistente com os resultados de três meta-análises publicadas. Quando estratificada por sexo, a associação foi significativa para os homens, mas não para as mulheres.

Não há confirmação a respeito de componentes específicos do café que eram atribuíveis ao risco reduzido.

Há ambiguidade sobre algumas variáveis que podem afetar a ligação entre o consumo de café e a redução do risco de câncer de fígado, como a cafeína, açúcar e leite. Devido ao efeito do café em outras condições médicas, recomendações para o consumo de café ainda não podem ser feitas.
CUP concluiu que um “maior consumo de café provavelmente protege contra o câncer de fígado”.

Sólidas pesquisas adicionais surgiram a partir da CUP mostrando que o excesso de peso ou obesidade está associada a um maior risco da doença.

A CUP examinou a pesquisa sobre a prevenção do câncer e tirou conclusões sobre como os fatores de estilo de vida, como peso, dieta e atividade física pode reduzir o risco de desenvolver a doença.

Em um novo estudo, cientistas descobriram que beber de 3 a 4 xícaras de café por dia pode diminuir o risco de câncer endometrial por quase um quinto, noticiou Medical News Today.

Fonte: Geek Infinite. Traduzido e adaptado pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café

segunda-feira, 30 de março de 2015

Vendas em cafeterias no Canadá caem 3%, mas os canadenses continuam a ama-las.

De acordo com uma pesquisa do NPD Group, os canadenses estão consumindo menos nas cafeterias. Houve uma queda de 3% nas vendas no último ano, porém o número de visitas permaneceu praticamente o mesmo. 

Isso força companhias como Starbucks, Tim Hortons e restaurantes expandindo para essa área, como o McDonald’s, a rever suas estratégias, afirma Robert Carter, vice-presidente do NPD Group.

Carter ainda disse à CBC News que o mercado canadense é desafiador e tem permanecido relativamente estável. “Para aumentarem suas vendas, franquias de cafeterias precisam olhar além de suas principais atividades, enxergar o que eles podem expandir para atrair mais consumidores para dentro de suas lojas e oferecer uma razão para os clientes visita-las mais de uma vez ao dia, já que o consumidor busca às vezes, mais do que apenas um copo de café”.

Exemplos disso são a Starbucks, que para aumentar o fluxo de clientes durante o dia, passou a oferecer bebidas alcoólicas em algumas de suas cafeterias, e a Tim Hortons, que possui planos em andamento para uma completa renovação em seu menu.

Consumo

Canadense consomem 2,1 bilhões de xícaras de café por ano, estando apenas atrás da Itália quanto ao consumo da bebida em restaurantes. Contudo, suas preferências pelo café vêm apresentando mudanças. Ao longo dos últimos 4 anos, o consumo de café coado caiu 2%, enquanto as vendas de cafés especiais e cafés gelados apresentaram aumento de 4% e 8%, respectivamente, segundo pesquisa da NPD.

Os Millenials (jovens nascidos entre os anos 80 e 2000), tendem a iniciar o consumo da bebida a uma idade média de 16 anos (mais novos que seus pais) e preferem bebidas mais adocicadas. Isso faz com que a demanda de cafés especiais aumente devido a suas escolhas.

Máquina de café em cápsulas e cafeterias independentes

Uma das tendências que ocasiona a diminuição de vendas nos restaurantes é a popularidade das máquinas de café em cápsulas, segundo Carter, que dá continuidade ao assunto dizendo que isso é algo com o que as franquias de café devem se preocupar, já que o seu consumo aumentou drasticamente nos últimos 5 anos.

O vice-presidente do NPD Group comentou também sobre as cafeterias independentes, que vem desaparecendo rapidamente do cenário. Ele diz que há oportunidade para elas no mercado, mas elas devem ter um diferencial muito forte para competir com suas concorrentes e estar atentas quanto ao lançamento de novas bebidas.


Fonte: CBC


Traduzido e adaptado pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café

quinta-feira, 26 de março de 2015

H.J Heinz compra Kraft em acordo para criar gigante no setor de alimentos.
O negócio foi projetado pela empresa brasileira de investimento, proprietária da Heinz e pelo investidor bilionário da Berkshire Hathaway, Warren Buffett.

H.J Heinz Co, está comprando a Kraft Foods Group Inc, criando o que as companhias dizem que será a terceira maior empresa de alimentos e bebidas na América do Norte.

O negócio foi projetado pela dona da Heinz, a empresa brasileira de investimento 3G Capital e pelo investidor bilionário, Warren Buffet, proprietário da companhia Berkshire Hathaway.

Os acionistas da Kraft receberão ações da nova companhia e um dividendo de aproximadamente US$ 10 bilhões, ou US$ 16,5 por ação.

Os acionistas atuais da Heinz irão deter 51% da empresa e os acionistas da Kraft possuirão uma participação de 49%.

A nova companhia incluirá marcas como a Kraft, Heinz, Oscar Mayer, entre outros.

Os conselhos das duas companhias aprovaram por unanimidade o acordo, que é tem previsão para ser fechado na segunda metade do ano. Ele ainda precisa da aprovação das agências reguladoras federais e dos acionistas da Kraft.

Fonte: Portland Press Herald. Traduzido e editado pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café.

Sobre a Kraft:

A Kraft Foods é uma empresa americana, criada em 1903. É a maior companhia de alimentos dos EUA e a segunda maior do mundo. Em agosto de 2011 a Kraft anunciou planos de se dividir em duas empresas, a Mondelez International, no ramo de alimentos de confeitaria e a Kraft, que continuou com os outros segmentos.

A empresa possui a marca Maxwell House, que é a vice-líder na participação no mercado de café americano e também uma das marcas mais importantes para o grupo Kraft, faturando atualmente mais de US$ 1 bilhão com a venda de seus cafés.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Jovens norte-americanos trocando o café pelo chá

Depois da União Europeia, os Estados Unidos é o maior consumidor de café do mundo. Apesar dos americanos consumirem em média 87 litros de café por ano, a tradicional dominância da bebida está sendo ameaçada pelo aumento de consumo de chá no país. Desde o ano 2000, o consumo do chá apresentou um aumento de 20% e, atualmente, esta é a bebida mais escolhida entre os millenials, indivíduos nascidos entre os anos 80 e 2000.

A explicação mais provável para esse fenômeno está nos benefícios do chá para a saúde humana, que atraem pessoas que buscam produtos mais saudáveis para o seu dia a dia. Essa nova tendência apresenta (aumento gradual do consumo de chá) pode ocasionar uma diminuição do consumo de café ao longo dos anos.

Em uma pesquisa em que estudava a preferência da população pelas duas bebidas, houve uma igualdade entre pessoas com até 30 anos de idade, com ambas as bebidas apresentando 42% da preferência dos entrevistados. Entretanto, quanto mais velho demonstrava-se o grupo abordado, maior apresentava-se a preferência pelo café. Dentro do grupo de indivíduos com idade entre 30 e 44 anos, 50% demonstraram predileção pelo mesmo. O café também se mostrou a bebida preferida dos indivíduos acima de 45 anos, conforme demonstrado no gráfico a seguir.



Fonte: Jewish Business News

Link Original: http://jewishbusinessnews.com/2015/03/04/younger-americans-ditching-coffee-for-tea/

Traduzido e editado pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café

Estudantes do Kirkwood Community College visitam o setor de cafeicultura da UFLA



Um grupo de 13 estudantes norte-americanos fez uma visita técnica à Agência de Inovação do Café (InovaCafé) na quarta-feira (17/3), para conhecer todas as etapas de produção do café. O professor Rubens José Guimarães fez uma apresentação que envolveu informações do plantio até a colheita do café. A professora Rosemary Gualberto, além de ensinar a preparar o cafezinho perfeito, demonstrou como é feita a análise sensorial do café segundo critérios da classificação oficial brasileira e internacionais. Ao final, o grupo degustou um café especial do Sul de Minas.

A professora ressaltou a importância da visita. “Os EUA não produzem café, apesar de ser o primeiro consumidor de café do mundo, seguido pelo Brasil. É interessante essa troca de experiências para que possam ver como o café é produzido e como a tecnologia e as inovações em café são levadas a sério”. 

Para a coordenadora do Bureau de Inteligência Competitiva do Café, e uma das organizadoras da visita à InovaCafé, Elisa Guimarães, o grupo pode conhecer um panorama geral da cafeicultura brasileira, com alguns conceitos de produção, processamento e qualidade de café. “Isto contribui para a UFLA/InovaCafé porque permite a interação e a troca de conhecimentos entre os nossos estudantes e os deles, podendo futuramente resultar em parcerias acadêmicas”, enfatizou.

A visita faz parte de um programa intensivo de intercâmbio promovido pela Kirkwood Community College, com permanência em Lavras durante 12 dias. Para o reitor do departamento de Estudos Agrícolas da Kirkwood Community College, Scott Ermer, as parcerias com instituições brasileiros são feitas ao longo dos anos e eles estão muito felizes de a UFLA estar elas.

Além da vivência de uma outra cultura, a viagem se destaca para o estudante Collin Wernimont: “A visita é uma grande experiência de aprendizado. É importante conhecer os dois lados do universo da agricultura. Acho que a agricultura é uma linguagem universal e a diferença entre o Brasil e os EUA é importante porque nós somos dois dos maiores exportadores de recursos agrícolas do mundo.”

Reportagem de Marina Alvarenga Botelho - Jornalista da Rede Social do Café/Consórcio Pesquisa Café.

Link Original: http://www.redepeabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=55726&pag=1



Programa de reciclagem de K-Cups da Keurig que transforma cápsulas de café em cimento tende a se expandir

A unidade da Lafarge em Kamloops e a Van Houtte, subsidiária canadense da Keurig, se uniram para transformar 1,4 milhões de cápsulas de café em cimento no ano passado. 

O programa da Lafarge que recicla as K-Cups tem sido tão bem sucedido que pode se xpandir para Alberta.

A fábrica de cimento Lafarge em Kamloops, cidade do Canadá, província da Colúmbia Britânica, transformou cerca de 1,4 milhões de K-Cups em cimento no ano passado, por meio de uma parceria com a Van Houtte Coffee Services, que recolhe as cápsulas usadas para a reciclagem.

“Eu acho que temos tido bastante sucesso aqui”, disse Eric Isenor, gerente da unidade.

“Van Houtte está feliz com o programa até agora e pretende expandir”, disse Isenor, acrescentando que a empresa pode começar a recolher as cápsulas usadas também na unidade de Alberta para a reciclagem na Colúmbia Britânica.

As cápsulas de doses únicas de café não são recicláveis, porque são uma mistura de materiais – pó de café, plástico, filtro de papel, e a tampa de alumínio – que não podem ser separados de forma eficiente.

Após a coleta das cápsulas de café usadas, Van Houtte, um serviço de café que fornece suprimentos para escritórios e varejistas em toda Kamloops, as leva em grandes caixas para serem processadas na unidade da Lafarge.

As cápsulas são secas, trituradas e aquecidas a 2000 graus, para formar cinzas e então serem incorporadas ao cimento. Este, por sua vez constitui a base para casas e edifícios na Colúmbia Britânica e em Alberta.

Fonte: CBC News, 18/03/2015. Traduzido e editado pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café.

Link original:

quinta-feira, 19 de março de 2015

Mais crianças estão bebendo café em todo o mundo e estudo afirma que isso não é ruim, afinal

 “Beanies Babies” é o novo termo usado para denominar crianças cujo hábito de consumir café se iniciou antes dos cinco anos de idade. Essas crianças costumam vir de famílias para as quais o consumo da bebida é uma prática cultural, e pertencem especialmente a culturas latino americanas, conhecidas por servir a bebida com leite desde cedo como acompanhamento no café da manhã.

Isto também é comum em nosso país, onde uma pesquisa identificou que crianças que consomem café com leite durante a manhã têm menor probabilidade de desenvolver depressão. Na Etiópia, Cuba e Croácia, tal hábito também foi observado.

Dr. Tomas DePaulis, pesquisador da Universidade de Vanderbilt, defende que, em moderação, o café não é prejudicial às crianças e, assim como em adultos, pode ajudar a melhorar a concentração e melhorar seu desempenho escolar. De fato, desconhece-se estudos que mostrem que o café em quantidade moderada, seja prejudicial às crianças.

Pablo Dubois, membro da Organização Internacional do Café, afirmou que algo importante que o café proporciona é a redução efetiva dos centros de dependência do cérebro. Assim, com o hábito de tomar café desde cedo, as crianças poderão ser menos suscetíveis ao consumo de álcool e outras drogas no futuro.

Segundo um estudo recente realizado pela Escola de Medicina da Universidade de Boston, o número de crianças que consomem café teve elevação de 15% nos últimos 2 anos, chegando a 2,5% do total de crianças. O consumo diário é estimado em 32mL, de acordo com a Dra. Anne Merewood, professora adjunta da pediatria da universidade.

A pesquisa ainda destacou que meninas consomem mais café que meninos e, apesar de não haver diretrizes oficiais para consumo de café por crianças, alguns profissionais da saúde dizem que isso pode levar a criança ao risco de dependência, obesidade, diabetes, depressão e insônia.

Apesar disso, Marewood diz que são necessárias mais pesquisas para medir o impacto de café na saúde das crianças para determinar as potenciais implicações a curto e a longo prazo, em populações latinas e de outras origens.

O consumo de café na infância pode não ser algo ruim, afinal, mas todo hábito deve ser moderado. A preocupação dos pais quanto a ingestão de cafeína por seus filhos deve se estender também a outros produtos, como achocolatados e refrigerantes.

Fonte: Malaysian Digest


Traduzido e editado pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café