quinta-feira, 19 de março de 2015

Mais crianças estão bebendo café em todo o mundo e estudo afirma que isso não é ruim, afinal

 “Beanies Babies” é o novo termo usado para denominar crianças cujo hábito de consumir café se iniciou antes dos cinco anos de idade. Essas crianças costumam vir de famílias para as quais o consumo da bebida é uma prática cultural, e pertencem especialmente a culturas latino americanas, conhecidas por servir a bebida com leite desde cedo como acompanhamento no café da manhã.

Isto também é comum em nosso país, onde uma pesquisa identificou que crianças que consomem café com leite durante a manhã têm menor probabilidade de desenvolver depressão. Na Etiópia, Cuba e Croácia, tal hábito também foi observado.

Dr. Tomas DePaulis, pesquisador da Universidade de Vanderbilt, defende que, em moderação, o café não é prejudicial às crianças e, assim como em adultos, pode ajudar a melhorar a concentração e melhorar seu desempenho escolar. De fato, desconhece-se estudos que mostrem que o café em quantidade moderada, seja prejudicial às crianças.

Pablo Dubois, membro da Organização Internacional do Café, afirmou que algo importante que o café proporciona é a redução efetiva dos centros de dependência do cérebro. Assim, com o hábito de tomar café desde cedo, as crianças poderão ser menos suscetíveis ao consumo de álcool e outras drogas no futuro.

Segundo um estudo recente realizado pela Escola de Medicina da Universidade de Boston, o número de crianças que consomem café teve elevação de 15% nos últimos 2 anos, chegando a 2,5% do total de crianças. O consumo diário é estimado em 32mL, de acordo com a Dra. Anne Merewood, professora adjunta da pediatria da universidade.

A pesquisa ainda destacou que meninas consomem mais café que meninos e, apesar de não haver diretrizes oficiais para consumo de café por crianças, alguns profissionais da saúde dizem que isso pode levar a criança ao risco de dependência, obesidade, diabetes, depressão e insônia.

Apesar disso, Marewood diz que são necessárias mais pesquisas para medir o impacto de café na saúde das crianças para determinar as potenciais implicações a curto e a longo prazo, em populações latinas e de outras origens.

O consumo de café na infância pode não ser algo ruim, afinal, mas todo hábito deve ser moderado. A preocupação dos pais quanto a ingestão de cafeína por seus filhos deve se estender também a outros produtos, como achocolatados e refrigerantes.

Fonte: Malaysian Digest


Traduzido e editado pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café

Mondelez planeja aumentar a produção de café da África em 50%

A empresa Mondelez International, dona de marcas de café como Gevalia e Tassimo, planeja impulsionar a produção de café do continente africano em 50% até 2017. A iniciativa faz parte de um programa global que investirá US$ 200 milhões na cafeicultura.

O projeto, chamado Coffee Made Happy, começou em fevereiro na África com o apoio a 24 mil pequenos cafeicultores da Etiópia. A iniciativa da Mondelez oferece treinamento agronômico e financeiro para jovens produtores e mulheres. O projeto pretende atender 1 milhão de produtores nos próximos 5 anos.

“O que queremos é ir além da certificação e do pagamento de prêmios pela produção certificada”, disse o presidente do setor de café da subsidiária Europeia da Mondelez, Roland Weening, em fevereiro. “Queremos assegurar que o cultivo de café seja uma atividade rentável e que os cafeicultores e as comunidades cafeeiras se desenvolvam”.

Além da África, a Mondelez iniciou iniciativas semelhantes em outros países em 2012. Atualmente, os países que recebem apoio da companhia são Vietnã, Peru, Indonésia e Honduras. Com a inclusão dos cafeicultores etíopes, o número de produtores apoiados pela empresa chega a 300 mil, segundo Weening.

“O programa será estendido a outras nações africanas que ainda não foram definidas”, segundo ele. “Há muito café de qualidade na África e percebemos que os níveis de produtividade no continente são relativamente baixos, então há uma grande oportunidade para melhorar os negócios”, disse o executivo.

Fonte: Bloomberg, traduzido e editado pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café.

quarta-feira, 18 de março de 2015

A comerciante online de vinhos, Wine.com.br, adquire companhias de cápsulas de café do empresário suíço Eric Favre

Wine.com.br, a maior loja online de vinhos e cervejas na América Latina e a terceira maior empresa de seu segmento no mundo, anunciou hoje duas grandes aquisições internacionais nas áreas de fabricação e comercialização de sistemas de café em cápsula de alta tecnologia.

A companhia brasileira, cujo principal acionista é e.Bricks Digital, adquiriu a Monodor Patents SA, uma empresa especializada em patentes, pesquisa e desenvolvimento de sistemas de café em cápsula, e a Mocoffee ™, um dos principais fornecedores mundiais de produtos de café em cápsula, bem como de outras bebidas quentes, para consumidores e para o mercado ‘’business to business’’

Ao tornar-se uma marca do grupo Wine.com.br, a Mocoffee vai começar a operar no mercado mundial de single cups. Os produtos da companhia, que concorre com líderes de mercado na Suíça, França e Austrália, serão lançados e comercializados no Brasil. A Mocoffee já está presente em 17 países por meio de uma série de acordos com os seus parceiros já existentes e pretende aumentar sua presença internacional ao longo dos próximos anos.

"O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Estou convencido que, através deste empreendimento, podemos contribuir para a promoção de produtos que são a própria essência de nosso país. O mais importante, estamos enviando a mensagem de que Mocoffee é uma marca que é uma mistura ideal de talento brasileiro com precisão e tecnologia suíça ", disse Rogerio Salume, CEO da Wine.com.br.

A aquisição visa permitir que as empresas adquiridas cresçam em seu segmento de mercado, oferecendo novas experiências no consumo de café em cápsula, e ao mesmo tempo, aumentando as sinergias operacionais e aproveitando os conhecimentos da plataforma digital que a Wine.com.br vem desenvolvendo pelas vendas online de seus vinhos e cervejas.

"A parceria aumenta ainda mais a abordagem centrada no cliente da Wine.com.br e sustenta a nossa crença de que a era digital está transformando as indústrias de consumo, trazendo valor e eficiência para o setor", disse Fabio Bruggioni, CEO da e.Bricks digital.

Eric Favre deixou a Nespresso™ para ser livre para desenvolver ainda mais seu sistema de cápsulas e fundou a Monodor SA em 1991. Segundo ele, ''desde então ele tem inovado incansavelmente, melhorando o sistema por meio da inversão do design Nespresso tanto para refinar os sabores do café quanto para reduzir o impacto ecológico, especialmente por meio da eliminação de resíduos de alumínio''. Como consequência da aquisição pela Wine.com.br, Eric Favre se demitiu das empresas Monodor e Mocoffee.

Fonte: PR Newswire. Traduzido pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café.
11 de março de 2015 /PRNewswire/
 Link original:
http://www.prnewswire.com/news-releases/brazilian-online-wine-merchant-winecombr-purchases-coffee-capsule-companies-from-swiss-entrepreneur-eric-favre-300049153.html

sexta-feira, 13 de março de 2015


Café em cápsulas servido sem o aroma da culpa   

Lavazza lança primeira cápsula biodegradável em meio à crescente reação dos consumidores sobre os resíduos

Lavazza, gigante italiana do café, revelou esta semana uma nova cápsula 100% biodegradável feita de cardo.

A cápsula patenteada é a primeira de seu tipo a ser totalmente biodegradável, resultado de cinco anos de pesquisa estratégica ultra secreta que a empresa desenvolveu conjuntamente com a companhia italiana de biopolímero Novamont and Turin’s Polytechnic University.

A inovação orgânica surgiu em resposta a uma reação adversa dos consumidores, é uma solução para os resíduos que surgem a partir das cápsulas usadas, atendendo a demanda por doses únicas de café livre de culpa.

“Nós sempre fomos interessados em inovação – fizemos uma máquina de café expresso para enviar para o espaço, e agora estamos investindo em pesquisa que nos permitam encerrar o ciclo das cápsulas de café”, disse Marco Lavazza, vice-presidente do grupo fabricante de café. “Isso mostra que há uma sinergia na Itália entre os parceiros privados, o governo e a universidade de pesquisa”.

A cápsula compostável será destaque na Expo Milano deste ano, na Itália, juntamente com novas aplicações comerciais para o “fim da vida” dos resíduos de café em produtos como tinta, cosméticos e até mesmo como “super humus” de cogumelos comestíveis. Falando sobre a Expo, em Milão, Gianluca Galetti, ministro do meio ambiente da Itália, saudou a inovação do setor como uma inspiração. “Vamos sair da nossa crise econômica por causa do que somos capazes de inventar e apresentar ao mercado, especialmente no círculo econômico”, disse ele.

As vendas de máquinas de café que servem as doses únicas de café tiveram um aumento de seis vezes desde 2008, tornando-se responsável por ¾ das vendas de máquinas de café em 2014.

Lavazza e Nespresso são líderes de mercado na Europa, com famílias que tomam cerca de três cápsulas por dia e gastam mais de 300 euros por ano com o produto. Nos Estados Unidos, a máquina da Keurig tem impulsionado a venda de mais de 9 bilhões de K-Cups, que não são recicláveis nem biodegradáveis. Com a venda mundial de cápsulas de café estimada em bilhões, o resultado é lixo suficiente para circundar mais de 10 vezes o planeta.

Evitado por tradicionais fabricantes legalistas de café, o grupo a favor das cápsulas defende a variedade e conveniência das single cups – apenas colocar uma cápsula na máquina de café, e uma bebida pré-dosada é servida enquanto a embalagem utilizada desaparece silenciosamente dentro do recipiente que recolhe as cápsulas.

O remorso do bebedor de café vem mais tarde – quando é hora de jogar fora as cápsulas de plástico ou alumínio acumuladas no recipiente.

A nova cápsula patenteada representa uma redução de 70% das emissões de gases do efeito estufa, segundo os fabricantes. A cápsula é feita de um material chamado Mater-Bi 3G, um bioplástico patenteado e produzido a partir de uma planta que possui folhas espinhosas, Cardo selvagem e certificada para a reciclagem orgânica, de acordo com os padrões de embalagem compostável da União Europeia.

A cápsula biodegradável contém 7g de café arábica, com certificado Rainforest Alliance.  Um expresso suave e forte, livre de culpa, e ainda mais importante, com ausência de odor.

Este foi um dos maiores desafios para os pesquisadores – assegurar que a cápsula produzida a base de plantas, não afetasse o sabor e o cheiro. Pois o café e o aroma estão mais interligados do que apenas o cheiro do café fresco.

“Estou feliz que os fios da jaqueta que estou vestindo é 8% de café, que absorverá os odores corporais dessa sala lotada em uma hora”, disse o empreendedor Gunther Pauli em Milão, que brincou com os que se reuniam para a divulgação.

O Senhor Pauli é um empresário de sustentabilidade da Bélgica, que há muito tempo tem pressionado para a reutilização de 99,8% - por volta de 6 milhões de toneladas - de subprodutos do café que são jogados fora.

O pó de café é rico em gorduras, óleos, proteínas e celulose, com uma química única, desde que os grãos passam por processos tanto de fermentação e semi-carbonização para se tornarem o café torrado. Os pesquisadores descobriram que pode ser usado como um aditivo para ajudar a controlar odores em sapatos e roupas. Hugo Boss, Patagonia, Nike e Timberland estão entre os varejistas que produzem a tecnologia de vestimenta, disse o senhor Pauli, observando que a demanda estava superando a oferta.

“As pessoas pagam muito dinheiro para controlar o odor, por isso haverá um valor real em juntar especialistas em café e bioplásticos para um portfólio de produtos”. Disse Pauli. “Precisamos mais de seu café! “.

Estudantes de Turim/Itália estão fazendo paradas regulares em 114 cafeterias no centro da cidade para coletar café para o uso nos laboratórios. O pó de café está sendo testado para uma variedade de aplicações comerciais, incluindo o cultivo de cogumelos comestíveis.

As restrições da UE são rígidas sobre o plástico à base de petróleo tradicional e tem expandido o mercado de bioplásticos na Europa em cerca de 20% por ano, ao mesmo tempo, abastecendo uma economia paralela na agricultura, com os agricultores cultivando e colhendo as plantas usadas para biopolímeros, seja de cana, milho, ou mesmo o cardo que está sendo processado na ilha mediterrânea de Sardinia.

Os plásticos sustentáveis estão sendo transformados em diversos produtos, desde saquinhos de chá, rolhas de vinho, caixas de leite e em sacolas que usamos para nossas compras. Era só uma questão de tempo até as cápsulas de café usarem o bioplástico também.

Fonte: The Telegraph. Traduzido pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café.
Link original:

quarta-feira, 11 de março de 2015

Serviço "Mobile Order & Pay" da Starbucks será disponibilizado no noroeste dos EUA

A Starbucks anunciou recentemente que irá expandir o Mobile Order & Pay - seu serviço de encomendas móvel, lançado no ano passado - para o noroeste do Pacífico na próxima semana. Os usuários do iPhone poderão aproveitar a facilidade por meio do aplicativo da companhia em cerca de 650 lojas nos estados norte-americanos de Washington, Idaho, Oregon e Alasca, a partir do dia 17 de março.

O serviço Mobile Order & Pay permite que os clientes realizem o pedido e paguem por ele antecipadamente, precisando apenas retirar o pedido no caixa no momento de sua chegada à cafeteria Starbucks credenciada. A empresa lançou o serviço em 150 lojas em Portland (Oregon – EUA), em dezembro do ano passado e planeja expandi-lo para todo o país até o final de 2015.

Esta iniciativa objetiva a acelerar o serviço, aumentar a conveniência de consumo e melhorar a lealdade do cliente, aumentando assim as operações de pagamento móveis e estimulando o tráfego de consumidores nas lojas.

A Starbucks tem uma posição de liderança em recursos móveis. A rápida adoção global de smartphones e tecnologias móveis está gradualmente transformando e evoluindo o cenário do varejo em termos de pagamento, lealdade e experiência do consumidor.

Empresas varejistas estão testemunhando uma mudança no comportamento de compra dos consumidores, que constantemente realizam suas compras online, deixando de fazê-lo em lojas físicas. Desta forma, o presidente da companhia, Howard Schultz, tem a intenção de se concentrar mais na alavancagem dos ativos móveis e digitais, que estimulam a lealdade dos consumidores, e nas plataformas de e-commerce para, criar mais fontes de receita.

O aplicativo para smartphone da Starbucks "é, sem dúvida, um dos programas de pagamento móvel em os EUA mais utilizado. Quase 16% de todas as transações dos EUA são realizadas por pagamento móvel, que cresce 50% ao ano. Após o sucesso deste serviço, a Starbucks passou a receber propostas de parceria de várias empresas deste ramo.

A Starbucks também planeja introduzir o serviço de delivery de bebidas em alguns mercados urbanos, no segundo semestre de 2015.

Fonte: Zacks. Traduzido pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café.


terça-feira, 10 de março de 2015

BENEFÍCIOS DO CAFÉ NA SAÚDE: MITO OU REALIDADE?

Estudo reúne vasta bibliografia sobre os benefícios do café para a saúde, recomendamos a leitura!

Autoras: Rita C. Alves, Susana Casal e Beatriz Oliveira 

REQUIMTE/Serviço de Bromatologia, Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, Rua Aníbal Cunha 164, 4030-099 Porto, Portugal

Resumo: o café é amplamente consumido e apreciado em todo o mundo, tanto pelo seu efeito estimulante quanto por suas características organolépticas. Devido à sua composição química complexa e os fatores que envolvem o preparo da bebida, o consumidor é exposto a uma vasta gama de compostos químicos. Várias investigações objetivaram esclarecer e compreender os efeitos do café na saúde. Não há evidência de que o consumo moderado possa ser prejudicial. Pelo contrário, foram sugeridos alguns benefícios e possíveis efeitos protetores contra diversas patologias. Esta avaliação compila as principais conclusões relacionadas com o tema "Café e Saúde", relatando, quando possível, as substâncias envolvidas.



O criador das K-cups da Keurig compartilha seu maior arrependimento

A Keurig Green Mountain transformou o mercado de café doméstico e de escritório quando introduziu seu café em dose única (K-cups) no fim de 1990.

Antes das K-cups, as pessoas preparavam café em suas casas ou no escritório. Haviam poucas alternativas- cafeteiras menores ou até terríveis xícaras de café solúvel- mas não havia uma maneira fácil de preparar uma xícara após a outra. A Keurig mudou isso.

Atualmente, a ideia de preparar uma garrafa inteira de café está fora de moda. As K-cups se tornaram tão difundidas, que todas as grandes cadeias de café, incluindo Dunkin’ Donuts, Starbucks e Krispy Kreme, vendem monodoses licenciadas. Até o McDonald’s tem uma linha de K-cups, assim como quase todas as grandes marcas de café.

Tem sido um grande negócio para Keurig, que transformou a maneira dos Americanos de beberem café, mas o homem que inventou essa tecnologia está discursando contra seu produto, o que poderá criar problemas para a companhia.

Um inventor desprezado

John Sylvan inventou as K-cups no início da década de 90 e vendeu sua parte da empresa por US$ 50.000 em 1997, confessando ao The Atlantic, ‘’alguns arrependimentos’’ em relação a esta decisão. Visto que a Keurig faturou mais de US$ 3,6 bilhões em vendas em 2014 (a maioria vindo de K-cups, mas também outras bebidas).

‘’ Às vezes me sinto mal por tê-los criado,’’ Sylvan disse à revista. ‘’ É como um cigarro para o café, um mecanismo de entrega de monodoses com uma substância viciante.’’

O desprezo por sua criação vai além de sua aversão pelo novo hábito de beber café, e é aí que a Keurig pode ter problemas. Sylvan está preocupado com a enorme quantidade de resíduos gerados pelas K-cups e não acredita que a companhia irá alcançar sua meta de ter todas as K-cups recicláveis até 2020.

‘’ Não importa o que eles dizem sobre reciclagem, essas coisas nunca serão recicláveis’’ Sylvan disse a revista. ‘’ O plástico é um material especializado, feito por quatro camadas diferentes.’’

Reação ambientalista

Enquanto as vendas das cápsulas cresceram US$ 2,7 bilhões em 2012 para US$ 3,18 bilhões em 2013 e US$ 3,6 bilhões em 2014, uma reação ambientalista vem sendo levantada. A hashtag #KillTheKcup, que significa ‘’ Acabe com as K-cups’’, tem sido divulgada pelo KilltheKcup.org, uma organização ambiental que visa eliminar o que eles enxergam como desperdício desnecessário gerado pelas cápsulas. O grupo cita uma série de números estatísticos que também foram usados nos artigos de Sylvan divulgados no The Atlantic.

- Em 2013, a Keurig Green Mountain produziu cápsulas de café suficientes para envolver a linha do equador 10,5 vezes.

- O novo sistema 2.0 não oferece filtros recicláveis, e o filtro ‘’my K-cup’’ já existente não encaixa na máquina.

- A Keurig Green Mountain só faz 5% de suas cápsulas com plástico reciclável.

- As cápsulas são feitas com plástico nº 7, que não pode ser reciclável na maioria dos lugares. Elas possuem uma tampa de alumínio, que é difícil de ser separada. Mesmo que o plástico, o alumínio e o café pudessem ser separados, a cápsula é muito pequena para ser manuseada pela maioria dos sistemas de reciclagem.

A Keurig não diz especificamente quantas K-cups são feitas por ano, mas reconhece suas preocupações ambientais por meio da divulgação de um relatório anual de sustentabilidade. A companhia se mostra claramente preocupada com seus impactos no mundo (ou, mais cinicamente, como esse impacto é percebido) e tem uma meta para compensar o volume de água utilizada para criar suas bebidas até 2020.

‘’ Para cada xícara que nossos consumidores preparam, nós iremos restaurar a mesma quantidade de água para o uso natural e da comunidade por meio de projetos na América do Norte’’ diz o relatório fiscal de 2014.

A companhia também fez uma clara promessa sobre a reciclagem de suas K-cups:

‘’ A prioridade de sustentabilidade para nós é ainda garantir que 100% de nossas K-cups sejam recicláveis até 2020’’ de acordo com o relatório. ‘’ Nós sabemos que os consumidores querem um uso secundário para suas K-cups utilizadas, e nós estamos comprometidos a cumprir esse desafio’’

O relatório aponta que no ano fiscal de 2014, a Keurig ‘’ gastou quase 6% de seu lucro bruto em programas e investimentos sociais e ambientais’’.

As pessoas amam os cafés

Enquanto reações ambientalistas estão produzindo mudanças, como a eliminação das embalagens de isopor do McDonald’s e o uso limitado de copos de café de isopor, as pessoas ainda comem Big Macs.

Keurig está assumindo um risco, definindo suas metas ambientais para 2020, mas a companhia merece crédito por abordar a questão.

Sylvan pode não ser um fã das máquinas, dizendo ao The Atlantic, ‘’ Eu não tenho uma. Elas são caras para usar’’. Mas é difícil imaginar o movimento anti K-cup ganhando força, quando a empresa se comprometeu a resolver o problema, embora não em um futuro imediato.

A Keurig mudou a maneira das pessoas beberem café em casa e no local de trabalho. Tal mudança é improvável de ser revertida.

Fonte: The Motley Fool. Traduzido pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café.